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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aeroporto de Juazeiro do Norte retoma obras de ampliação

Orçadas em R$ 2,1 milhões, as obras iniciarão ainda este mês e estão previstas para entrega em 22 de julho

Segundo Infraero, o aeroporto de Juazeiro possui capacidade para receber 150 mil passageiros por ano, mas é bastante sobrecarregado.


As obras de ampliação do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte (493,4 km de Fortaleza), serão retomadas na segunda quinzena deste mês. A nova licitação, homologada a alguns dias, garante a construção de dois Módulos Operacionais de Passageiros (MOPs), compostos por salas de embarque e desembarque, pela empresa vencedora, a baiana Life Construtora. A reforma, orçada em R$ 2,1 milhões, deverá ser entregue no próximo 22 de julho, data em que a cidade comemora 102 anos.
Atualmente, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), o aeroporto de Juazeiro possui capacidade para receber 150 mil passageiros por ano, tendo registrado, em 2012, um movimento de 451 mil. Com a ampliação, o espaço deverá comportar cerca de 800 mil passageiros anualmente. “Com a conclusão dos dois módulos e algumas reformas internas no terminal de passageiros, creio que vamos conseguir atender a nossa demanda”, avalia Roberto Germano, superintendente do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes.
Roberto Celestino, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turístico de Juazeiro do Norte, classifica a obra de ampliação como “emergencial e provisória”. “Essa era uma obra para atender a essa demanda urgente. Para se ter ideia, o nosso terminal é o que transportou (em 2012) mais passageiros por metro quadrado no Brasil”, diz. Segundo Celestino, a intenção é que seja construído um futuro terminal de passageiros, com capacidade para 1,5 milhão de pessoas e início das obras previsto para 2015.
Além disso, informa o secretário, o aeroporto de Juazeiro também receberá uma reforma em sua pista de pouso, a ser realizada com recursos provenientes do plano de investimentos do Governo Federal para a aviação regional, através da Secretaria de Aviação Civil (SAC). “Apesar de precisarmos de um terminal de passageiros maior, o que precisamos mais é de uma melhoria na nossa pista. É uma pista que não permite descer nem o menor avião cargueiro em operação no Brasil. Ainda assim, Juazeiro transporta muita carga nacional através do aproveitamento dos porões em aeronaves de passageiros”, completa Celestino.
Obras abandonadas
As obras de ampliação do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes estavam paradas desde meados do ano passado, quando a empresa Eurobravin, construtora responsável pelo projeto, abandonou a reforma, que possuía prazo de entrega estipulado para setembro de 2012.
Segundo a Infraero, a empresa descumpriu o que estava previso no edital de licitação e teve o seu contrato cancelado.
ENTENDA A NOTÍCIA
Paradas desde meados de 2012, as obras de ampliação do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes serão retomadas na segunda quinzena deste mês. Aeroporto terá capacidade para receber até 800 mil passageiros/ano.
Saiba mais
O aeroporto Orlando Bezerra de Menezes atende as regiões centro sul do Ceará, noroeste de Pernambuco, alto sertão da Paraíba e sudoeste do Piauí.
Apenas no primeiro trimestre de 2013, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), o aeroporto recebeu, entre embarques e desembarques, 91.962 passageiros.
Atualmente, três empresas operam no aeroporto de Juazeiro: a Gol, a Azul e a Avianca, responsáveis por seis voos regulares. A partir de 29 de abril, a Trip também passará a operar com mais dois voos.
A Infraero é a responsável, desde março de 2012, pela manutenção, administração, operação e exploração do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Antes, a responsabilidade cabia ao Governo do Estado do Ceará.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aviões da Vasp serão desmontados em Congonhas



Nove aviões-sucata parados há seis anos vão ser finalmente desmontados do aeroporto de Congonhas, onde ocupam um espaço de 170 mil metros quadrados, e posteriormente leiloados. O primeiro jato será desmontado na próxima terça-feira (23/8), às 14h30, em Congonhas, com a presença da ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, que concederá uma coletiva à imprensa no local. A imprensa poderá acompanhar o início dos trabalhos no pátio em que as aeronaves da Vasp estão estacionadas. No prazo de 20 dias o restante dos aviões da Vasp em Congonhas será desmontado e, em cerca de 60 dias, haverá o primeiro leilão.
A ação é resultado do programa Espaço Livre, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça, que tem como parceiros a Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tribunal de Justiça de São Paulo, Ministério Público de São Paulo, Tribunal de Contas da União, Procuradoria-Geral da República e Secretaria Especial de Aviação Civil — ligada à Presidência da República. A Vasp teve a falência decretada em 2008, mas os aviões já estavam parados e sem peças há pelo menos três anos antes disso. Ao todo, existem 27 aeronaves da companhia paradas em aeroportos brasileiros.
Em Congonhas, são nove aviões–sucata, sete Boeings 737-200 e dois Airbus A-300. O montante obtido com o leilão das aeronaves será destinado à massa falida da Vasp, ou seja, aos credores da companhia habilitados no processo judicial de falência. Outra possibilidade de destinação de aeronaves são museus, que poderão adquiri-las a preços simbólicos, como o Museu Asas de um Sonho, situado na cidade de São Carlos/São Paulo.
O procedimento para a retirada dos aviões ocorreu da seguinte forma: a Anac fez vistorias de aeronavegabilidade — possibilidade de voar — e deu laudos de completa deterioração dos aviões, que passaram oficialmente a ser considerados sucatas. Estes laudos da Anac, inéditos no Brasil, serviram para diagnosticar que as aeronaves em questão, já sem turbinas, peças, e até sem trens de pouso, jamais poderiam voltar a voar. Com base nos laudos, o avaliador judicial deu novo preço às aeronaves-sucata, estimados entre R$ 30 e R$ 50 mil.

Com informações da Agência CNJ de Notícias.


Fonte: O Estadão