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quinta-feira, 18 de abril de 2013

TAM terá voos extras em julho



A TAM Linhas Aéreas oferecerá, durante o mês de julho, voos extras em algumas rotas domésticas com o objetivo de oferecer mais opções aos clientes que desejam viajar pelo Brasil nas férias. Para atender à grande procura tradicionalmente registrada neste período, a companhia incluiu em sua malha frequencias adicionais que ligarão os mercados de Brasília, Manaus, Fortaleza, Belém, Campo Grande, Vitória, Curitiba, Recife e Porto Alegre.

Entre as novidades, destacam-se os voos entre as cidades de Porto Alegre (RS) e Recife (PE). A opção, exclusiva da TAM, proporcionará ao público uma ligação direta entre as capitais do Rio Grande do Sul e Pernambuco. Dessa forma, no período de 1º a 7 de julho, a companhia colocará à disposição dos seus clientes o voo JJ9356, que decolará de Porto Alegre às 15h30, com previsão de aterrissagem em Recife às 19h40. Já entre os dias 8 e 14 de julho, a empresa disponibilizará o voo JJ 9357 para atender o público no sentido inverso. O voo partirá de Recife às 16 horas, com previsão de chegada em Porto Alegre às 20h10.

CM

Demanda por voos domésticos é recorde


São Paulo. Depois de dois meses de queda, a demanda de passageiros por transporte aéreo doméstico voltou a crescer em março e atingiu novo recorde de vendas. A procura por voos registrou aumento de 1,14%, em comparação com o anotado no mesmo mês do ano passado, informou ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil, Anac .

No ano de 2013, o crescimento é de 1,19%, ante o mesmo período de 2012. Avianca e Azul se destacaram no mês, com aumento de 30,97% e 29,00%, respectivamente.

Entre as maiores empresas nacionais, o grupo TAM, que reúne a TAM Linhas Aéreas e a Pantanal Linhas Aéreas, anotou um aumento de 3,76%, no período pesquisado, e a Gol registrou 6,34%. As duas empresas são líderes do setor aéreo no País, com 39,26% e de 36,19% departicipação no mercado, respectivamente. No primeiro trimestre, as duas foram responsáveis por 76,07% dos voos realizados no mercado brasileiro.

Internacionais

A demanda por voos internacionais de empresas brasileiras cresceu mais, 9,54%, na comparação de março último, com o mesmo mês de 2012. A oferta teve aumento de 18,08%. A taxa de aproveitamento de assentos ficou em 71,57%,em março

Oferta

Já a oferta doméstica teve uma queda de 5,97% em março ante o mesmo mês em 2012. A redução vem caindo desde setembro do ano passado, após um crescimento seguido de oito anos e cinco meses. A Anac estima que a demanda doméstica deve crescer 10% neste ano. No ano passado, o crescimento foi de 6,79% em relação a 2011. 

TAM é condenada a indenizar cliente em R$ 10 mil por atraso em voo

O juiz titular da 15ª Vara Cível de Campo Grande, Flávio Saad Peron, julgou parcialmente procedente a ação ajuizada por E.L. de A. contra Tam Linhas Aéreas S/A, condenada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10.000,00.

O autor narra nos autos que possui residência em Campo Grande e em Miami (EUA). Por sua mãe estar com um problema de saúde, comprou passagem de ida e vinda da empresa ré, pelo valor total de R$ 2.469,12, com embarque ao Brasil marcado para o dia 7 de setembro de 2011 e de volta para Miami no dia 15 de setembro de 2011.

Após sua chegada ao Brasil, sua mãe veio a falecer e, ao retornar a Miami, no dia 15 de setembro de 2011, realizou pontes aéreas nos trechos de Londrina a São Paulo e de São Paulo a Belo Horizonte. Porém, após ter feito o check in, foiinformado pela Tam que o voo teria um atraso de aproximadamente uma hora, devido a problemas técnicos na aeronave.

Argumenta também que, após quatro horas de espera, os passageiros foram informados de que não havia aeronave disponível para a viagem e que teriam de aguardar até o dia seguinte para a resolução do problema.

E.L. de A. sustentou que a Tam deu-lhe um cartão telefônico para que informasse o ocorrido à sua família que mora em Miami. Após muita insistência, a ré ofereceu hospedagem em motéis e o acomodou em um hotel sem elevadores e no quinto andar, além de informar que o voo estava marcado para as 13h30 do dia seguinte.

No dia seguinte, de volta ao aeroporto, o autor narra que foi informado mais uma vez pela empresa ré, por volta das 15 horas, de que haveria atraso na decolagem em vista da dificuldade na substituição da aeronave e que a viagem seria feita na mesma aeronave que apresentou problemas, após os reparos necessários.

Acrescenta, por fim, que depois dos passageiros se reunirem em protesto no aeroporto, após as 17 horas, a Tam forneceu outra aeronave e prometeu a todos os passageiros o custeamento do transporte terrestre ao chegarem em Miami, o que não foi cumprido no destino. Desse modo, o autor requereu a condenação da empresa ré ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 12.345,60, referente a cinco vezes o valor da passagem.

Em contestação, a Tam aduz que não pode ser responsabilizada pelo problema, em razão de força maior, pois o atraso do voo foi causado por um problema técnico imprevisível, que precisou de manutenção não programada da aeronave. Sustenta também que, perante o fato, prestou total assistência ao autor, sendo ele acomodado em hotel e embarcado no primeiro voo para Miami. Defende também que os transtornos ocorridos não são suficientes para indenização de dano moral, já que não passa de insatisfação e desgosto.

O juiz observa que “levando em conta que o requerente havia perdido a mãe havia poucos dias, se encontrava em cidade estranha (sem conhecidos ou familiares para lhe prestarem auxílio e hospedagem), com familiares esperando-o em outro país, e que a requerida não prestou aos passageiros informações e suporte suficientes, nem provou nos autos a excludente de responsabilidade alegada, restam configurados a lesão extrapatrimonial sofrida pelo requerente e o dever de reparação da requerida”.

Assim, o magistrado conclui que, “na apuração do quantum indenizatório, há que se levar em conta que a requerida, ainda que após diversas horas sem tomar atitude eficiente ante o problema ocorrido, prestou assistência ao autor, fornecendo-lhe cartão telefônico para contatar seus parentes acerca do cancelamento do voo e hospedagem em hotel, o que minimizou os danos morais sofridos pelo autor em virtude da falha na prestação de serviços”.

Aeroporto de Juazeiro do Norte retoma obras de ampliação

Orçadas em R$ 2,1 milhões, as obras iniciarão ainda este mês e estão previstas para entrega em 22 de julho

Segundo Infraero, o aeroporto de Juazeiro possui capacidade para receber 150 mil passageiros por ano, mas é bastante sobrecarregado.


As obras de ampliação do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte (493,4 km de Fortaleza), serão retomadas na segunda quinzena deste mês. A nova licitação, homologada a alguns dias, garante a construção de dois Módulos Operacionais de Passageiros (MOPs), compostos por salas de embarque e desembarque, pela empresa vencedora, a baiana Life Construtora. A reforma, orçada em R$ 2,1 milhões, deverá ser entregue no próximo 22 de julho, data em que a cidade comemora 102 anos.
Atualmente, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), o aeroporto de Juazeiro possui capacidade para receber 150 mil passageiros por ano, tendo registrado, em 2012, um movimento de 451 mil. Com a ampliação, o espaço deverá comportar cerca de 800 mil passageiros anualmente. “Com a conclusão dos dois módulos e algumas reformas internas no terminal de passageiros, creio que vamos conseguir atender a nossa demanda”, avalia Roberto Germano, superintendente do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes.
Roberto Celestino, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turístico de Juazeiro do Norte, classifica a obra de ampliação como “emergencial e provisória”. “Essa era uma obra para atender a essa demanda urgente. Para se ter ideia, o nosso terminal é o que transportou (em 2012) mais passageiros por metro quadrado no Brasil”, diz. Segundo Celestino, a intenção é que seja construído um futuro terminal de passageiros, com capacidade para 1,5 milhão de pessoas e início das obras previsto para 2015.
Além disso, informa o secretário, o aeroporto de Juazeiro também receberá uma reforma em sua pista de pouso, a ser realizada com recursos provenientes do plano de investimentos do Governo Federal para a aviação regional, através da Secretaria de Aviação Civil (SAC). “Apesar de precisarmos de um terminal de passageiros maior, o que precisamos mais é de uma melhoria na nossa pista. É uma pista que não permite descer nem o menor avião cargueiro em operação no Brasil. Ainda assim, Juazeiro transporta muita carga nacional através do aproveitamento dos porões em aeronaves de passageiros”, completa Celestino.
Obras abandonadas
As obras de ampliação do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes estavam paradas desde meados do ano passado, quando a empresa Eurobravin, construtora responsável pelo projeto, abandonou a reforma, que possuía prazo de entrega estipulado para setembro de 2012.
Segundo a Infraero, a empresa descumpriu o que estava previso no edital de licitação e teve o seu contrato cancelado.
ENTENDA A NOTÍCIA
Paradas desde meados de 2012, as obras de ampliação do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes serão retomadas na segunda quinzena deste mês. Aeroporto terá capacidade para receber até 800 mil passageiros/ano.
Saiba mais
O aeroporto Orlando Bezerra de Menezes atende as regiões centro sul do Ceará, noroeste de Pernambuco, alto sertão da Paraíba e sudoeste do Piauí.
Apenas no primeiro trimestre de 2013, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), o aeroporto recebeu, entre embarques e desembarques, 91.962 passageiros.
Atualmente, três empresas operam no aeroporto de Juazeiro: a Gol, a Azul e a Avianca, responsáveis por seis voos regulares. A partir de 29 de abril, a Trip também passará a operar com mais dois voos.
A Infraero é a responsável, desde março de 2012, pela manutenção, administração, operação e exploração do aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Antes, a responsabilidade cabia ao Governo do Estado do Ceará.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Aeroporto de Juazeiro iniciará obras de recepção

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Além da construção dos boxes para embarque e desembarque, deverá ser feita reforma da pista no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes
ELIZÂNGELA SANTOS


Com novos módulos, Aeroporto de Juazeiro ampliará capacidade de 50 mil para 500 mil usuários por ano

Juazeiro do Norte. Começam, no próximo dia 1º, as obras referentes aos Módulos Operacionais Provisórios (MOPs), no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Ainda não foi formalizada, por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a passagem da administração do Estado para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O acordo para que isso ocorra foi fechado semana passada, em Brasília, em reunião com a autoridades locais e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Ele assinou ordem de serviço no valor de R$ 4 milhões para início da obra.

O superintendente do aeroporto, Roberto Germano, afirma que serão seis meses para que os novos espaços destinados ao embarque e desembarque de passageiros estejam prontos. De início, foi construída uma casa de força na área próxima ao local onde serão construídos os MOPs, para dar suporte à rede elétrica do local. Essas serão as primeiras providências a serem tomadas após a assinatura do repasse definitivo da administração do Estado para a Infraero. Antes, a administração ocorria, desde 2001, em forma de convênio entre o Governo do Ceará e o órgão federal, o que vinha causando lentidão nas obras de ampliação e melhorias no espaço.

A meta este ano é que se ultrapasse o número de 300 mil embarques e desembarques, com o crescimento que o equipamento vem obtendo nos últimos anos. Com a construção dos MOPs, o aeroporto terá sua capacidade ampliada para 500 mil usuários dos serviços por ano. Atualmente essa capacidade é de 50 mil. Segundo o superintendente, com as pequenas reformas internas realizadas no intuito de melhorar o espaço para os passageiros, essa expectativa de público pode ser ampliada para até 600 mil passageiros por ano.

Somente este ano, houve a duplicação no número de voos de Juazeiro para as principais praças do País. São oito voos diários com 16 operações de embarque e desembarque. No mês de maio, eram apenas quatro. O último deles iniciou no dia 22, pela empresa Passaredo. Em julho passado, o aeroporto regional teve uma movimentação recorde de quase 35 mil passageiros.

Maior demanda

A mobilização para que a Infraero assumisse definitivamente o aeroporto já vem ocorrendo há vários anos. O crescimento da região, com a vinda de novas indústrias e principalmente das universidades, aumentou consideravelmente a demanda do aeroporto. A intervenção do Ministério Público Federal (MPF) solicitando, por meio de ação, a urgência das melhorias e a determinação da Justiça Federal à Infraero, além da mobilização da sociedade, fizeram parte das mobilizações que culminaram com o fim da questão burocrática. O Estado havia doado a área territorial do aeroporto ao Governo Federal.

O aeroporto atende toda a região do Cariri e cidades de alguns Estados próximos, como Pernambuco e Paraíba. Por conta da lentidão na transferência do aeroporto, as obras de ampliação e restauração ficaram paradas durante os últimos anos. Além da construção dos boxes para embarque e desembarque, deverá ser feita reforma da pista.

Todos os voos estão com a capacidade ampliada de passageiros, já que houve a tão esperada homologação da pista de pouso, este ano, possibilitando o início de operações de aeronaves de maior porte. Esse reconhecimento diz respeito ao aumento da pista de pouso, por meio do convênio entre Estado e Infraero, que apenas administrava o equipamento. Agora, a expectativa é na compactação da pista, que poderá aumentar a capacidade para aviões com até 180 passageiros.

FIQUE POR DENTRO
Horário de voos

empresa Passaredo: Juazeiro a Fortaleza - 23h20, com chegada na Capital às 00h06 todos os dias da semana. Para Salvador, os voos partem as 7hs e de lá seguem para Vitória da Conquista e Guarulhos (SP); Gol: 1h40, sai do Rio de Janeiro via Fortaleza e Juazeiro; embarque em Juazeiro às 3h55 para Fortaleza e Rio de janeiro; Azul: 2h05 de Campinas a Juazeiro; embarque em Juazeiro às 3h25 para Campinas; Avianca: 8 h, de Guarulhos a Juazeiro; embarque em Juazeiro às 9h15 para Guarulhos; 13h55, Juazeiro/ Fortaleza/ Brasília; embarque às 14h25 de Juazeiro, para Fortaleza e Brasília; 15h55, Brasília/ Fortaleza/Juazeiro; embarque às 16h20 em Juazeiro para Brasília e São Paulo. Gol: 15 h, de Brasília/ Recife/Juazeiro; embarque às 15h40 de Juazeiro, para Recife e Brasília.

MAIS INFORMAÇÕES
Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, Avenida Virgílio Távora, 4000, Juazeiro do Norte (CE)
Telefones: (88) 3572.0700 / 3572. 2118


PESQUISA NACIONAL
Aviação regional apresenta crescimento de 123,9%

Juazeiro do Norte.
A aviação tem crescido no interior do País. A análise feita pelo Ministério do Turismo (Mtur) tem identificado os locais prioritários para investimentos em infraestrutura do setor. Em Juazeiro do Norte, não seria diferente, com as frequentes inserções de novas empresas aéreas e o aumento da demanda de passageiros. A aviação regional tem apresentado os mais altos índices de crescimento do setor aeroviário, com resultados significativos nas operações das companhias, que chegaram a 123,9% de crescimento no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010.

A pesquisa demonstra um registro recorde de embarques e desembarques domésticos em julho. O único aeroporto do Sul do Estado, este ano, teve recorde de passageiros no mês de julho. Já se somam, desde o último dia 22 deste mês, 16 embarques e desembarques diários. Até o mês de maio era a metade desse número. Mas as reclamações em relação a estrutura do equipamento ainda são frequentes.

O investimento inicial para construção dos Módulos Operacionais Provisórios (MOPs), não será suficiente para resolver todas as dificuldades. Uma delas está relacionada ao estacionamento, para 60 carros apenas. A cada voo que chega, as vagas se tornam insuficientes.

O objetivo dos novos investimentos nos aeroportos regionais é estimular o desenvolvimento das rotas de baixa e média densidade de tráfego e o aumento do número de cidades e Municípios atendidos pela aviação regional. Com isso, a cidade juazeirense poderá ganhar em termos de apoio, principalmente, voltado para o turismo religioso, centralizado em maior número na cidade de Juazeiro do Norte.

Mesmo com os R$ 160 milhões investidos desde o ano de 2003, para obras de infraestrutura nos aeroportos regionais brasileiros pelo Ministério do Turismo, poucos foram os investimentos revertidos em melhorias para o aeroporto local. Esses repasses tiveram como objetivo a revitalização de pistas, construção de terminais de embarque e desembarque, aquisição de equipamentos e outras realizações fundamentais para a recuperação e modernização aeroportuária, para elevar o potencial turístico em cidades de pequeno e médio porte.

Financiamentos

Os novos investimentos por meio do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) já levaram à aprovação do Cofiex em US$ 1,9 bilhão de financiamentos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e à Corporação Andina de Fomento, para o atendimento a 24 áreas turísticas prioritárias. Elas vão do Seridó, no Rio Grande do Norte, à Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, passando pelo agreste paraibano, pelo Jalapão tocantinense e pela serra fluminense.

As companhias aéreas regionais são aquelas que operam com aeronaves com até 120 assentos, em aeroportos secundários, que podem ser classificados a partir do movimento de passageiros e de aeronaves, ou ainda por características próprias do Município.

Hoje, o Cariri conseguiu chegar a essa média de operação com números de passageiros. Esse número poderá chegar a 180 com a compactação da pista. É previsto em médio prazo a inserção de voos internacionais para a região.

Elizângela Santos
Repórter



A aviação regional tem apresentado os mais altos índices de crescimento do setor aeroviário. As operações das companhias aumentaram crescimento no primeiro semestre de 2011




sábado, 24 de setembro de 2011

Instalações provisórias podem ser solução

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O intuito é ampliar, em especial, as áreas de atendimento e de check in a tempo do início da Copa do Mundo de 2014
FOTO: ALEX COSTA


Para parte dos estudiosos, um artifício utilizado na África do Sul, em 2010, poderá ajudar a preparação dos aeroportos brasileiros, caso as obras permanentes tenham dificuldades de ficarem prontas até o início da Copa do Mundo de 2014. É o uso de instalações temporárias para atender a demanda excedente, chamado Módulo Operacional no Aeroporto (MOP). Contudo, essa solução não é unânime na opinião dos especialistas.

Neste mês, a Infraero inaugurou um empreendimento similar em Guarulhos para que três companhias operem, ampliando a capacidade do terminal em mais um milhão de passageiros. E, em agosto, mais um entrou em operação em Campinas. Outros dois MOPs serão feitos até a Copa em São Paulo. Nos aeroportos do Nordeste, a maioria das intervenções têm caráter permanente. Porém, no Piauí, por exemplo, esse método de agilização da obra está sendo posta em prática.

Mais rapidez

Recentemente, o presidente da Infraero, Gustavo Vale, respondeu a jornalistas sobre a indagação de que tal procedimento seria um "puxadinho" dos terminais atuais. Ele negou que a improvisação seja ruim exemplificando que em outros países esse sistema se mostrou eficaz. A justificativa é de que a construção é rápida e de baixo custo.

Conforme o consultor em Planejamento Aeroportuário, Erico Santana, essa metodologia não é a melhor saída. "Adotar MOPs não é o mais indicado porque além de descaracterizar o terminal elas podem se tornar permanentes. As soluções para buscar bons resultados operacionais durante a expansão dos atuais terminais podem ser alcançadas com uma melhor utilização da tecnologia de processamento de passageiros e bagagens e investimento em treinamento de pessoal", avalia.

Momento ideal

Segundo o especialista, o momento é o ideal para revisar os planos diretores, os quais podem ser efetuados em paralelo aos projetos de ampliação. "Não precisamos apenas de expansão das instalações, mas, sobretudo, de um maior comprometimento das várias autoridades no sentido de coordenar uma melhor ação de definição ou revisão dos atuais planos diretores", diz Erico. Para ele, os problemas dos aeroportos não podem somente estar focados nas suas próprias expansões, mas especialmente em questões de acessibilidade, mobilidade urbana e impacto ambiental, com revisões periódicas do administrador aeroportuário.

Na opinião de Erico, o que mais importa, do ponto de vista de planejamento, é identificar quais aspectos precisam ser revisados, projetados e executados, observando as prioridades e as necessidades sob uma visão sistêmica e integrada. "Para tanto, a flexibilidade e adaptação nas etapas dos projetos são itens essenciais para o alcance do objetivo final, que é prover a mais adequada infraestrutura aeroportuária aos clientes do transporte aéreo, sejam eles operadores ou passageiros", confirma, lembrando que estas ações devem ter início imediato.

ILO SANTIAGO JÚNIOR




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ninguém previu o boom?

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Críticas dos passageiros é que autoridades só ficaram "de olho" na infraestrutura aeroportuária por conta da Copa
ALEX COSTA



O Diário do Nordeste traz a quinta e última edição da reportagem especial sobre os aeroportos nordestinos

Será que a tão desejada modernização dos aeroportos brasileiros estaria em pauta não fosse a Copa do Mundo de 2014? É o que se perguntam muitos brasileiros, resignados com anos de falta de planejamento no setor. Será que ninguém foi capaz de antecipar este boom interno no consumo dos serviços aéreos que o Brasil vive, atualmente? Se previu, faltou agir. Agora, a menos mil dias de um dos maiores acontecimentos esportivos, ou melhor, mais do que isso, um dos mais importantes eventos econômicos do planeta (foi necessária esta correção), as autoridades dizem que irão realizar as obras de revitalização dos nossos aeródromos e terminais de passageiros "de olho" no mundial de futebol.

Não enxergou antes

Na mais dura realidade, estamos "enxergando" o problema com décadas de atraso. Antes de se imaginar o futuro, ou seja, os pouco mais de novecentos e noventa e tantos dias que faltam para a estreia da seleção brasileira seja lá contra quem for, tínhamos de ter pensado na melhoria da nossa infraestrutura aeroportuária bem mais cedo, para evitar os transtornos constatados já nos dias de hoje pelos consumidores domésticos. Com certeza, se isso tivesse sido feito, os obstáculos para início das obras seriam reduzidos.

Dos aeroportos do Nordeste, apenas o Augusto Severo, em Natal, está em reformas. Há outro equipamento sendo construído, mas não deverá ficar pronto antes da Copa. O Deputado Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador, e o Gilberto Freyre, em Recife, ainda não iniciaram, mas já têm as intervenções programadas dentro dos próximos seis meses. A situação mais preocupante é a do Pinto Martins, em Fortaleza, que passará pela maior mudança estrutural dentre todos os visitados pela reportagem, mas onde o começo das as obras está marcado para março, caso não haja nova alteração do cronograma.

Por essa gama de razões, é justificável a desconfiança dos brasileiros quanto ao cumprimento do calendário do governo para aprontar estes equipamentos. Nesta quinta edição, o "Raio X dos Aeroportos" traz a visão dos passageiros que estão descobrindo o avião como meio de transporte; e, também, a opinião abalizada de especialistas em aviação.

Pesquisa

Para a diretora do IBC da Grant Thornton Brasil, Madeleine Blankenstein, dificilmente os turistas aprovarão o aeroportos brasileiros e as sua opções para sair desses equipamentos. "O nosso cartão de visitas para quem vem do exterior começa com uma fila estratosférica na polícia federal, uma grande demora para pegar as malas e uma dificuldade enorme para pegar um táxi ou outro meio de transporte", comenta.

Segundo um estudo feito pela Grant Thornton, 84% dos visitantes revelaram estar muito satisfeitos com os aeroportos utilizados na África do Sul, em 2010. "Os africanos fizeram um planejamento bem elaborado, calculando bem a proporção de quanto turistas eles esperavam. Mudaram bastante os aeroportos e o acesso a eles", explica Madeleine, deixando claro que aprender com os acertos e também os erros dos anfitriões anteriores pode ser uma saída, antes que seja trade demais.



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Viracopos vai funcionar com terminal provisório durante a Copa



Um balanço divulgado na quarta-feira (14) revelou: as obras para a Copa do Mundo estão atrasadas. O governo admitiu que licitações de obras de mobilidade que não estiverem prontas até o fim do ano podem ter o prazo dilatado.
Não houve nenhuma mudança no calendário. A Copa, já se sabia há muito tempo, vai ser em 2014. Não foi antecipada. Agora, por causa dos atrasos, o governo admite mesmo afrouxar os prazos.
Após anunciar que obras não licitadas até dezembro deste ano sairiam do planejamento oficial e perderiam incentivos do governo, o Ministério do Esporte diz agora que os atrasos poderão ser aceitos, desde que as obras sejam entregues até dezembro de 2013.
O governo fez um balanço e diz os 12 estádios de futebol que vão sediar os jogos da Copa do Mundo já estão em obras. A previsão é que todos fiquem prontos até o fim de 2013.
“Isso é uma conquista para nós, porque o estádio é o assunto mais relevante no sentido da Copa, porque é o lugar do jogo”, afirmou o ministro do Esporte, Orlando Silva.
Mas e o transporte até os estádios? As obras para facilitar o acesso dos torcedores estão atrasadas. Das 49, só nove começaram. Essas obras são metade de todo o investimento para a Copa.
Em Brasília são dois projetos: a ampliação de uma avenida que ainda nem foi licitada e um trem elétrico para ligar o aeroporto à cidade. A obra está parada. Para o governo, o atraso dessas obras não compromete a Copa.
“Essas obras não são absolutamente essenciais para a realização do evento em si, mas são muito importantes para o legado do evento para nossas cidades”, declarou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) discorda. “Do ponto de vista para a realização da Copa, vamos realizar a Copa, sem dúvida alguma. Este é um grande problema já hoje. Para a Copa será maior ainda”, advertiu o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Tulio de Melo.
Há atraso nas reformas dos aeroportos também. Oito aeroportos estão em obras e cinco ainda não começaram. Alguns deles, quando ficarem prontos, vão funcionar com terminais provisórios, como o do Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
“Não será este um problema para a Copa do Mundo. Pelo contrário, os aeroportos serão uma solução”, afirmou o secretário de Aviação Civil, Wagner Bittencourt.
A Advocacia-Geral da União derrubou a liminar da justiça federal que determinava a paralisação das obras de construção de um terminal do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A inauguração do terminal está prevista para dezembro.


Fonte: EPTV.com

Ordem de Serviço para obras de reforma e ampliação de Confins



A Infraero assinou nesta quinta-feira (15/9) as Ordens de Serviço para a elaboração do projeto executivo e para as obras de reforma e modernização do Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional de Confins/Tancredo Neves (MG).

Os trabalhos, que receberão investimentos da ordem de R$ 223,9 milhões, contemplam, entre outros, a readequação do sistema viário, substituição das escadas rolantes, esteiras de bagagem e pontes de embarque, ampliação dos espaços comerciais, troca do revestimento e iluminação, e modernização dos sistemas elétricos e eletrônicos. Os investimentos para a elaboração do projeto executivo, por sua vez, serão da ordem de R$ 1,05 milhão. A conclusão das obras está prevista para dezembro de 2013.

Melhorias de Confins para a Copa de 2014

As obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Confins para a Copa de 2014 envolvem, além da reforma do Terminal de Passageiros, a reforma e ampliação da pista de pouso e do sistema de pátios. O total de investimentos para todas as melhorias do aeroporto está orçado em 405,65 milhões, e a capacidade operacional de Confins deverá aumentar dos atuais 10,2 para 16,5 milhões de passageiros por ano.



Fonte: Assessoria de Imprensa - Infraero

Novos Voos Charter da Condor para Manaus a partir de Janeiro de 2012



Foto: Manaus Spotter, 767-300 da Condor em Manaus.


A Condor
a partir de 05 Janeiro de 2012 a 30 de Março de 2012 vai operar um total de 8 Vôos entre Frankfurt - Manaus, a bordo de aeronaves Boeing 767-300ER.

Estes vôos são serviços de charter, com parada técnica em Punta Cana.


Programação:

Partidas de FRA em 05JAN12, 02FEV12, 01MAR12, 29MAR12

DE4328 FRA2050 – 0200+1PUJ0330+1 – 0715+1MAO 76W
DE4144 FRA2245 – 0355+1PUJ0455+1 – 0840+1MAO 76W

Partidas de MAO em 06JAN12, 03FEV12, 02MAR12, 30MAR12

DE4329 MAO1015 – 1400PUJ1530 – 0555+1FRA 76W
DE4145 MAO1115 – 1500PUJ1610 – 0635+1FRA 76W



Fonte: Airline Route

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Presidente da Infraero visita novas salas de embarque e desembarque do Aeroporto de Vitória



O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, visita nesta sexta-feira (02), às 15h30, as novas salas de embarque e desembarque do Aeroporto de Vitória - Eurico de Aguiar Salles. O governador do Estado, Renato Casagrande, e o prefeito de Vitória, João Coser, acompanham o presidente ao lado de senadores e deputados da bancada federal capixaba, secretários de estado e diretores da Infraero.

A nova sala de desembarque, com área total de 1.700 m² (quatro vezes maior do que a área existente hoje) e a nova sala de embarque, com o dobro do tamanho da atual (totalizando 700 m²), entraram em operação na segunda quinzena de agosto. As obras, no valor total de R$ 4 milhões, garantem maior mobilidade e espaço de circulação no terminal de passageiros.

Além de equipamentos e sistemas como aparelhos de ar condicionado, câmeras de vigilância, monitores informativos de voo, sistema de som, portas automáticas, entre outros, as novas instalações contemplam duas novas esteiras de bagagem, que substituem as antigas esteiras, duplicando a capacidade de atendimento da área de desembarque.


Fonte: Gazeta Online

Infraero e Aéreas vão barrar bagagens fora dos padrões



Os abusos de passageiros com relação bagagem de mão estão na mira das empresas aéreas. Reuniões com a Infraero estão definindo detalhes para a instalação de gabaritos de medida e balanças para verificar o cumprimento das normas para as bolsas e mochilas transportadas no interior do avião. De acordo com a Anac, cada passageiro tem direito de levar uma bagagem com no máximo de 5 kg e 115 cm de volume. Como não há fiscalização, porém, muitos passageiros não observam este limite e preferem levar consigo volumes grandes, evitando filas no check-in e ganhando tempo no desembarque.

Oficialmente, a Infraero confirma que está em negociação com empresas aéreas. Consultada pelo Melhores Destinos, a assessoria de imprensa da estatal disse que estão sendo realizadas “reuniões”, mas que não há nenhuma definição sobre quando terá início o controle e como será feito.
A Anac também confirmou o processo. Segundo a agência, não haverá necessidade de uma nova norma, já que a Portaria n.º 676/GC-5, de 13 de novembro de 2000, já determina as medidas e peso da bagagem. “O que as companhias farão a partir de agora é exigir o cumprimento da regra, já que o os abusos na bagagem de mão atrasam o embarque, a acomodação das malas nos bagageiros e geram atrasos em cadeia”.

Nos bastidores do setor, acredita-se que a medição tenha início nos meses de outubro ou novembro, com o objetivo de estar em todos os aeroportos até o início da alta temporada. Uma das possibilidades é que a medição seja feita na área de embarque, junto à inspeção por raio-X da Polícia Federal. O problema, nesse caso, seria a dificuldade para o passageiro retornar ao balcão da empresa para despachar a mala, já que correria o risco de perder o voo.
Outra possibilidade seria a medição dos volumes durante o check-in, para que o passageiro fosse avisado com antecedência e despachasse o volume excedente antes de ser barrado no embarque.

Segundo declarações de diretores do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a medida trará mais agilidade ao embarque e desembarque de passageiros, evitará a lotação dos compartimentos de bagagem, que muitas vezes torna difícil a acomodação da bagagem dos que embarcam por último e trará até mais segurança aos viajantes, já que objetos e malas fora do padrão podem cair dos compartimentos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Viracopos pode ser o maior aeroporto da AL, diz Infraero


O aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, tem capacidade para ser o maior aeroporto da América Latina. A afirmação foi feita hoje por Walter Américo, superintendente de Planejamento Aeroportuário e de Operações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que participou na manhã de hoje do evento Aeroinvest, em São Paulo. "Campinas tem capacidade para vir a ter até três pistas", afirmou durante palestra.

Questionado sobre como será a questão da governança entre a Infraero e a iniciativa privada, no caso dos aeroportos privatizados, Américo disse que isso ainda não foi definido. "Isso está sendo discutido pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)", afirmou.

O governo decidiu que as próximas concessões aeroportuárias ocorrerão por meio das Sociedades de Propósito Especifico (SPE), nas quais a Infraero poderá ter até 49% de participação. Os três primeiros aeroportos já em operação a serem privatizados são o de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e o de Brasília. Os leilões devem ocorrer em 22 de dezembro. Depois devem ser passados à iniciativa privada o de Confins, em Minas Gerais, e o Galeão, no Rio de Janeiro.

Américo também defendeu em sua palestra a implantação de terminais provisórios nos aeroportos brasileiros, também chamados de módulos operacionais (MOPs). "Vamos ver cada vez mais no mundo e no Brasil a implantação de módulos operacionais", afirmou.

Ao ser questionado sobre o fato de a Infraero estar investindo nos últimos anos menos da metade dos recursos previstos, o superintendente do órgão disse que esse é um problema frequente no setor de infraestrutura. "Estamos trabalhando com os planos A, B, C, D, de todo o alfabeto. Temos que trabalhar com a realidade. Isso não acontece só nos aeroportos. É um problema sistêmico na infraestrutura no Brasil e no mundo", disse.


Fonte: Diário do Grande ABC, Via: AE

País terá equipamento para pouso seguro em aeroportos


Três aeroportos do País - Cumbica, em Guarulhos, Galeão, no Rio de Janeiro, e o de Curitiba, no Paraná, receberão um equipamento com sistema para permitir o pouso de aeronaves em condições meteorológicas adversas e com baixa visibilidade.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a aquisição dos equipamentos ILS (Instrument Landing System) Categoria III-A é um investimento do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Caberá à Infraero a adequação da infraestrutura dos aeroportos para a instalação dos equipamentos.

O ILS III-A é instrumento de auxílio à navegação aérea, que permite que aeronaves pousem em condições meteorológicas adversas e com visibilidade de até 300 metros. O ILS III do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, já está instalado e em fase de homologação com previsão de funcionamento em setembro. A instalação dos equipamentos dos aeroportos de Galeão e de Curitiba estão em planejamento e ainda não há previsão de quando entrarão em funcionamento.

Segundo a Infraero, para o correto funcionamento do equipamento, as aeronaves também devem ter tal sistema e é necessário que os pilotos estejam capacitados para operá-lo. O investimento está previsto inicialmente apenas para os três aeroportos, segundo a Infraero.


Fonte: Diário do Grande ABC, Via: AE